Um caderno pequeno sobre um joguinho colorido com uma rã saltitona. Sem pressas: só apontamentos sobre o bicho, as cores e o gosto tranquilo do género — o tipo de coisa que se folheia à espera do autocarro.
Uma folha de cada vez, sem pressa — é assim que a rã atravessa a tarde.
O caderno, cartão a cartão.
Pedaços de texto de tamanhos diferentes, como recortes colados numa página. Lê pela ordem que quiseres.
A rã
O bicho principal
Ela é o centro de tudo: uma rã redonda, verde-alface, de olhos grandes que ocupam meia cara. Sorri quando aterra, como quem gosta do que faz.
O desenho é simpático de propósito — nada de rã realista com verrugas. É mais boneco de banda desenhada: bochechas cor-de-rosa, patas curtas e um jeito de saltar que faz lembrar uma bola a ressaltar num chão de madeira.
Saltitona
Olhos grandes
Verde-alface
Cores
Uma paleta que grita baixinho
O charco não tem medo de cor. Verdes empilhados em três tons, um amarelo de sol da tarde, o rosa das bochechas e um azul de água limpa. Nada é cinzento — mesmo as sombras têm um bocadinho de verde.
É o género de paleta que fica bem no ecrã do telemóvel à noite: alegre sem cansar a vista.
As cores tal como surgem numa cena do jogo — a título ilustrativo.
6 tons
Amarelo tarde
Curiosidade
Rãs em jogos, há décadas
A ideia de guiar uma rã de um lado ao outro anda pelas arcadas desde os anos 80. Uns dizem que é pela figura simpática; nós achamos que é só porque ninguém salta melhor do que uma rã.
O charco
O sítio onde tudo acontece
Água calma, três folhas de nenúfar a boiar, juncos na margem. É um cenário que respira: sem pressa, sem barulho, só o ploc de vez em quando.
Gosto de reparar nos pormenores — a folha do meio está sempre um pouco mais afastada, como se o charco te quisesse ver a pensar antes de saltar.
Nenúfares
Juncos
Água azul
Género
Aquele estilo «passo a passo»
Faz parte da família das arcadas de atravessar: um bicho, uma fila de degraus, e a decisão pequena de dar mais um passo ou esperar. Aprende-se em cinco segundos e nunca fica igual.
É leve por natureza — feito para pausas curtas, não para maratonas.
“A rã não se importa de ficar quieta. Salta quando lhe apetece — e isso, para um caderno, é quase uma lição.”
— apontamento à margem, página 3Ritmo
Feito para passar o tempo
Uma volta dura o que dura um café. Abres, folheias duas ou três saltos com os olhos, e fechas. Não pede nada de ti a não ser um bocadinho de atenção — e devolve boa disposição.
Pausa curta
Boa disposição
Detalhe
O som que se imagina
Não é preciso ligar o som para o ouvir: um ploc macio a cada aterragem, o chape leve da água, talvez um grilo ao fundo. A cor sugere o barulho — e o barulho imaginado é sempre calmo.
Curiosidades
Três coisas que reparei
Primeira: a rã pisca. É um pormenor tonto, mas dá-lhe vida — de vez em quando fecha os olhos grandes por um instante.
Segunda: as folhas de nenúfar não são todas iguais. Umas mais redondas, outras com um recorte, como folhas a sério.
Terceira: o amarelo do fundo muda muito devagarinho, como uma tarde a passar. Só se nota se ficares a olhar.
Pisca os olhos
Folhas diferentes
Momentos, ao correr do dedo.
Uma fila de instantes coloridos do joguinho. Arrasta para o lado e espreita — como folhear postais.
A protagonista. A rã de olhos enormes, à espera do próximo salto.
Um instante vivo. A rã e a companhia inesperada do charco.
O charco de lado. As folhas a boiar e a água a brilhar por baixo.
Um recanto. Árvore em flor sobre a ilha, ao fundo da cena.
Os do fundo. Peixes desenhados com o mesmo humor do resto.
Um pequeno bestiário do charco.
Três personagens que se cruzam pelo cenário. Passa o rato — cada um mexe-se à sua maneira.
A rã
Redonda, verde-alface e sempre a sorrir. Salta quando lhe apetece e aterra como quem gosta do que faz.
A protagonista
Os peixes
Aparecem na água por baixo das folhas, de cara séria e ar atarefado. Fazem parte da paisagem — e do humor do desenho.
O fundo do charco
Os nenúfares
As folhas que servem de caminho — umas mais redondas, outras recortadas, com uma florzinha branca de vez em quando.
O caminho
Perguntas que nos fazem
Um caderno. Um site de fãs, informativo, onde juntamos apontamentos sobre um joguinho colorido de uma rã saltitona — as cores, o cenário, o feitio do bicho. É para ler e passar o tempo, nada mais.
Aqui não. Este sítio é só texto e desenhos — um caderno de notas. Não temos nada embutido na página nem enviamos para lado nenhum; ficamos-nos pela conversa sobre a rã e as suas cores.
Os desenhos e o maskot em SVG são nossos, feitos à medida para acompanhar as notas. Alguns cartões trazem também imagens do próprio jogo, usadas apenas a título ilustrativo — as marcas e os gráficos pertencem aos respetivos donos, como dizemos no rodapé.
Nenhuma. Somos independentes, sem qualquer associação, afiliação ou aprovação da inout.games nem dos criadores. Gostamos do género e apetece-nos escrever sobre ele — só isso.
Porque o tema pede. A rã vive num charco e o caderno acompanhou-a: papel esverdeado, cartões claros por cima e cor a pingar só onde faz falta. Pareceu-nos o fundo certo para folhear com calma.
Devagar, sim. Vamos acrescentando cartões quando reparamos em algo novo. Se quiseres saber quando há página nova, deixa o e-mail lá em baixo — avisamos, sem enchermos a caixa.
Página nova?
Deixa o e-mail e avisamos.
Quando colamos um cartão novo no caderno, mandamos um recado curto. Nome e e-mail, mais nada — sem telefone, sem barulho.
Podes sair da lista quando quiseres. O caderno continua aqui à mesma.